"Quem me confia em olhos,

               Nas meninas dele vê

                    Que meninas não têm fé."

 

                                   Camões.

               

Ubirajara Sá
"Três âncoras deixou Deus ao homem: o amor da pátria, o amor da liberdade, o amor da verdade."
Textos
A Psiquê

Hoje estive com Freud
Mantive um contato íntimo com Psiquê...
Ele, mostrou-me o modelo triádico
Do aparelho psíquico anárquico;
Ela, em seu asteróide,
Levou pelos caminhos até Prazer
Então, no m eu ego penetrei
Por Id conheci a matriz
Da mente; e vi um mongolóide;
E chorei.
Fiz o que quis
No mesmo ritmo
Revisitei o Ego
No Superego eu nego,
Ao meu inconsciente, a dor.
Em um sistema original
A Personalidade
Com a idade, passa.
O Id não tolera em demasia...
O Ego teima em teimosia...
Que anarquia!
Que Superego!
Não, eu não ligo!
E o Id me fala: é a libido...
Aí eu pego o essencial
Trago e sorvo o fundamental
A teoria das neuroses...
Vozes! Vozes! Química mental...
Sensação visual
Imagens e sentimentos
A ciência do comportamento
Entro, o Id deixa...
No princípio do prazer,
Esqueço-me...
Ego!
Eu não nego o princípio
Da realidade!
Opero na infantilidade...
No ideário...
Eu não sou otário!
Dentro desse sistema
Entre o Ego, Id e superego, não há dilema
Armas triunfais da personalidade
O compromisso com a vaidade
Com idade, com o racional.
Três meios expostos
Triunvirato argumental
Psicanálise convencional
Propulsores dispostos
Ao bel prazer carnal.
Ubirajara Sá
Enviado por Ubirajara Sá em 03/05/2010
Alterado em 27/01/2012
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     "Oh! Não te espantes não, Dom Antônio, 

     Que se atreva a Bahia

     Com oprimida voz, com plectro esguiu

     Cantar ao mundo teu rico feitio, 

     Que é já velho em Poetas elegantes

     O cair em torpezas semelhantes."

                                                            Poesias Satíricas - G. de Matos.

 

     Uma Canção

 

         "Uma canção ao longe... É um mendigo que está cantando...

                                                  Se esse pobre canta,

                           por que blasfemas, tu que possuis tão

                              doce recordação da vida, amigo?"

                             Cem poemas chineses - Hugo de Castro.