"Se os que me viram já cheia de graça
           Olharem bem de frente para mim,
           Talvez, cheios de dor, digam assim:
           'Já ela é velha! Como o tempo passa!...' "

 
                         (Velhinha - Sonetos de Florbela Espanca)
Magnus Lázaro
"Foi pelo Outono que comecei a arder nas tardes do teu corpo." (Joăo Rui de Souza)
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Tempos Passados
           
 
Há quanto tempo eu choro
De saudades de você...
Morro e jamais lhe imploro
O amor e seu bem fazer!
Por que querida, por quê
Eu fiquei sem lhe querer?
 
Distante de si, amiga
Diante da morte em súplica
Suas mãos se postam em figa
Para negar-me fé pública!
Se me nega a compostura,
Nego-lhe toda a aventura!
 
Foi-se embora com outro
Em busca de novo mundo
Perdeu seu trem no esgoto
Junta de um ser imundo!
Trocou-me na hora errada;
Por estar desenganada...
 
Num aborto mentiroso
Matou a verdade da vida
Por um túmulo escabroso
Tem um bruto e um suicida!
Imagine aquelas noites
E nossos gozos de açoites...
 
Magnus Lázaro
Enviado por Magnus Lázaro em 10/06/2012
Alterado em 11/06/2012
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"Pássaros que voam sem destino; pássaros que fazem morada aqui e acolá são como sementes que nascem sem saber onde morar"!
                                                                                   
                                                                                                      Magnus Lázaro

                                                       "Sonho que sou um cavaleiro andante.
                                               Por desertos, por sois, por noite escura,
                                               Paladino do amor, busco anelante
                                               O palácio encantado da Ventura!"

                                                         
(O Palácio da Ventura -Antero de Quental)