"Se os que me viram já cheia de graça
           Olharem bem de frente para mim,
           Talvez, cheios de dor, digam assim:
           'Já ela é velha! Como o tempo passa!...' "

 
                         (Velhinha - Sonetos de Florbela Espanca)
Magnus Lázaro
"Foi pelo Outono que comecei a arder nas tardes do teu corpo." (Joăo Rui de Souza)
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O Parto
 
 
Parto sem honras e sem prestígio do bom parto!
A parteira descuidada não cuidou da primeira
Pele surgida e cortou-a sem o cuidado que repele
A circuncisão circundante da vida do nobre embrião!
 
Na travessia do mundo sem fim, eu vi o fim da dinastia
Alavancada pelos descuidados larápios da Esplanada!
Parto que não os mata de “cólera” nem de agudo infarto
Assim, todos viveriam, da criança à vida do sem fim!
 
Pobre de mim que nasci e vi como poupar o cobre
Afastado o dom de ser nobre; fiquei com o adequado...
Parto sem levar nada que cá me trouxe no sobreparto...
 
Parteira que me fez ser vivente; sem eira nem beira...
Terras! não as tive nunca! vida que se vai sem guerras...
Vida que veio no meio de sátrapas; morta! sem orgulho e ferida!
Magnus Lázaro
Enviado por Magnus Lázaro em 22/12/2014
Alterado em 22/12/2014
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"Pássaros que voam sem destino; pássaros que fazem morada aqui e acolá são como sementes que nascem sem saber onde morar"!
                                                                                   
                                                                                                      Magnus Lázaro

                                                       "Sonho que sou um cavaleiro andante.
                                               Por desertos, por sois, por noite escura,
                                               Paladino do amor, busco anelante
                                               O palácio encantado da Ventura!"

                                                         
(O Palácio da Ventura -Antero de Quental)