"Se os que me viram já cheia de graça
           Olharem bem de frente para mim,
           Talvez, cheios de dor, digam assim:
           'Já ela é velha! Como o tempo passa!...' "

 
                         (Velhinha - Sonetos de Florbela Espanca)
Magnus Lázaro
"Foi pelo Outono que comecei a arder nas tardes do teu corpo." (João Rui de Souza)
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Blasfêmias
 
Não quero mais ouvir blasfêmias...
Palavras forçadas de carinho...
Vozes que se perdem na boêmia...
Um violão, um copo, um descaminho!
Beijos e abraços; sussurros e apertos;
Sob a mesa, mimos e enxertos...
 
Não quero mais ouvir mentiras,
Pois se a dor se faz amor, inda que minta,
Um aconchego no escuro, harpas e liras;
Uma prosa, um beijo, uma palavra extinta...
Coisas que o tempo se faz dormente;
Esconde-se pra não ver, inda que aumente...
 
Argumentos fluidos; o calor do corpo;
Mãos que se afagam; lábios quentes;
Uma dança de salão; um som amorfo...
Almas que se perdem; luz ambiente...
Prefiro sentir saudades a frivolidades...
Quem quer ama, não sente saudades!
 
Palavras vãs se completam: dor e amor...
É tão fácil sofrer quando se tem razão;
Dor e amor são sinônimos de espinho e flor...
Melhor ferir-se na alma; que ferir no coração!
É tão fácil brincar com a palavra amor,
Quando a razão não sente mais essa dor...
 
 
 
Magnus Lázaro
Enviado por Magnus Lázaro em 19/02/2017
Alterado em 04/04/2017
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                                                                                                      Magnus Lázaro

                                                       "Sonho que sou um cavaleiro andante.
                                               Por desertos, por sois, por noite escura,
                                               Paladino do amor, busco anelante
                                               O palácio encantado da Ventura!"

                                                         
(O Palácio da Ventura -Antero de Quental)